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Cancioneiro

Exemplos de algumas partituras do "Cancioneiro de Entre Mar e Serra da Alta Estremadura", em formato PDF

Adeus a Leiria
Apanhai apanhadeiras
Aqui estou, ó Serra de Aire
Cantares ao Senhor da Pedra
Cantares da Fonte da Aldeia
Eh! Milho, milho
Fui às amoras contigo
Manjerico à janela
Medalha do meu fio
Menino Jesus da Cadeirinha
Não vás ao Ribeiro da Lapa
Ó Aurora vem comigo
O meu amor é boieiro
Pisa a uva e pisa o cacho
Por bem querer
Primeiros amores

Cancioneiro de Entre Mar e Serra da Alta Estremadura
(Algumas achegas para a sua compreensão)

Das diversas recolhas sobre música popular e folclórica que foram feitas em Portugal, tanto quanto nos é dado conhecer pelos documentos publicados até hoje, a Região de Leiria parece ter sido desprezada, pouco pesquisada ou pobre.
Dos diversos pesquisadores que poderiam ter feito recolhas entre nós, quer Armando Leça quer Michel Giacometti, (para não falar nos anteriores, como Rodney Gallop e outros menos conhecidos), pouco foi recolhido na nossa região sobre música popular. Não existiria?
Nos anos 60, António Oleiro, que por iniciativa da Comissão de Turismo da Região de Leiria, fez uma séria pesquisa no Distrito de Leiria fez cerca de 350 recolhas. Dele o “Cancioneiro da Região de Leiria” que será publicado pela Câmara de Leiria brevemente.
Mais recentemente José Alberto Sardinha em Tradições Musicais da Estremadura devolve-nos 112 partituras de recolhas por si efectuadas nessa Província em contexto alargado ao espaço geográfico onde estamos inseridos. Também, recentemente publicado, temos o Cancioneiro da Magueixa por Alberto Calado.
É, pois, neste contexto que devemos situar o presente Cancioneiro de Entre Mar e Serra como acervo e espólio do nosso povo e da nossa região.

De relance e numa abordagem quantificativa, o presente Cancioneiro, vem de certo modo engrandecer a nossa Cultura popular e, mais do que isso, chamar a atenção para o património musical e popular de que somos herdeiros.
O seu autor, Sr. José Ribeiro de Sousa, que em toda a sua existência sempre foi atento ouvinte e anotador de tudo o que à sua volta se dizia e cantava no que diz respeito à música (e bem assim como noutros motivos populares), deixa-nos este seu Cancioneiro como dádiva de uma vida a um povo e a uma região.
Nele transborda a alma de um povo, em suas crenças, na vida religiosa e social, no seu trabalho, nos seus divertimentos, nos seus anseios, nos enleios amorosos, nos seus serões de trabalho e descanso, nas lutas pelo pão e pela vida, na sua última despedida, enfim, do nascer à morte.
É um fervilhar de vida, de trabalho, um mourejar constante, onde ainda sobeja tempo para o namoro, para o amor, para o maldizer e até para a crítica social e a brejeirice das cantigas eróticas da célebre Casa da Eira, onde só tinham cabidela homens de “barba rija”.
São páginas e páginas que se lêem com prazer, como se de um conto se tratasse, melhor ainda, um conto em música. São 1027 recolhas, cada uma delas amplamente circunstanciada. Vidas da Vida!

Apenas como informação se segue uma súmula do seu conteúdo. Assim:

O CANCIONEIRO DE ENTRE MAR E SERRA está dividido em duas partes.

1 ª Parte – O Cancioneiro RELIGIOSO com o Ciclos de Natal e suas Narrativas e Cantares do Advento e Natal (com 13 recolhas); Rimances e Embalos (com 11 recolhas); Chincalhadas (com 12 recolhas); Cantares da Adoração (com 6 recolhas); Cantares da Volta (com 4 recolhas); Cantares das Janeiras (com 6 recolhas); Cantares dos Reis (com 10 recolhas). O CICLO DA CANDELÁRIA (com 10 recolhas). O CICLO QUARESMAL e seus Recitativos do Romanceiro, Xácaras e Orações (com 10 recolhas); Cantares, Rezas, Jaculatórias e Invocações (com 15 recolhas); Cantares da Via-Sacra, “Passos”, “Almas-Santas” e “Brados” (com 9 recolhas); Recitativos e Cantares dos Ramos (com 8 recolhas). O CICLO PASCAL e seus Recitativos e Cantares da Páscoa e Pascoela (com 5 recolha); Cantares dos Círios de Maio ou das Primícias da Terra (com 18 recolhas); Cantares dos Santos Populares e Padroeiros (com 14 recolhas); Cantares e Loas dos Círios Romeiros (com 13 recolhas) e Cantares do Mês das Almas e do Sagrado Viático (com 3 recolhas).

2 ª Parte - O Cancioneiro PROFANO, que, em plano geral, se divide em 9 Capítulos.

Assim:
I- Os Cantares da Terra com os Cíclo do Pão e seus cantares de Arrastação (com12 recolhas); Cantares das Lavoeiras, Gradagens e Afins (com13 recolhas); Cantares do Semeador (com 6 recolhas); Cantares da Sacha, da Arrenda e da Amontoa (com 9 recolhas); Cantares da Rega; (com 9 recolhas); Cantares das Colheitas e Trabalhos das Eiras (com 51 recolhas). Do Ciclo do Vinho e seus cantares da Plantação e Cultura da Vinha (com 14 recolhas); Cantares da Vindima e da Lagaragem (com 20 recolhas); Cantares do Vinho (com 13 recolhas). Do Ciclo do Azeite e seus Cantares da Oliveira, da Azeitona e do Azeite (com 16 recolhas); Cantares da Saída, Estadia e Regresso dos Ranchos Azeitoneiros (com 37 recolhas). Do Ciclo do Pinhal e seus Cantares do Pinheiro manso e Bravo (com 5 recolhas); Cantares da Resina, da Madeira, da Lenha e da Caruma (com 8 recolhas); Cantares das Fatanas, dos Carvoeiros, das Fornas e dos Pixeiros (com 2 recolhas).
II- Os CANTARES DA ÁGUA e seus Cantares dos Rios e Ribeiros (com 4 recolhas); Cantares das nascentes, Fontes e Lavadoiros (com 13 recolhas); Cantares das Azenhas, Moinhos, Valas e Açudes (com 8 recolhas); Cantigas da Praia, da Areia e do Mar (com 4 recolhas).
III- Os CANTARES DAS PROFISSÕES e seus Cantares das Profissões e Actividades Profissionais – Cavadores, Lavradores, Carreiros, Moleiros, Criados e outros (com 46 recolhas).
IV- Os CANTARES TOPONÍMICOS, com Cantares à Terra-Mãe (com 43 recolhas); Cantares aos Monumentos, Locais e Toponímica (com 13 recolhas); Cantares aos Lugares Vizinhos e Locais Conhecidos) com 20 recolhas).
V- Os CANTARES DA VIDA FAMILIAR E SOCIAL e seus Cantares da Família, Suas festas e Vivência Social (com 75 recolhas); Cantares Referentes às Figuras Típicas e Brejeiras ( com 24 recolhas).
VI- Os CANTARES DO AMOR e seus Cantares do Namoro – cantigas de namorados, madrigais, serenatas, rondas, galanteios, amuo e arrufos de namorados (com 91 recolhas).
VII- Os CANTARES DE BOM E MAU HUMOR e seus Cantares das Alcunhas e Gracejos (com 11 recolhas); Cantares de Escárnio, Chacota e Maldizer (com 68 recolhas); Cantares Ribaldeiros e Eróticos (com 26 recolhas).
VIII- Os CANTARES DE REINAÇÃO, DIVERTIMENTO E ALEGRIA com os seus Cantares das Brincadeiras e Convívios ( com 63 recolhas); Cantares de Diversão, das Flores e Alegria (com 28 recolhas).
IX- E por fim com os RECITATIVOS E CANTARES DE SERÕES e seus Romances, Xácaras, Contos, Lendas e Cantares (com 106 recolhas).
Como complemento final, o Vicentino “Auto da Espera da Sesta”, para além duma radiografia da Terra, suas Gentes, Visitantes, Costumes e Instrumentos Musicais.

Esta, em síntese, uma obra, um CANCIONEIRO em que o leitor será o único avaliador e juiz.

Joaquim Vicente Narciso

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